Um coração que sempre entende também se cansa. Um coração que se coloca em amor também se ama. Amor é “animus”, é vontade, interesse, entrega. Então por que parece que há sempre uma responsabilidade por trás do amor que inibe o coração de se entregar?
A única responsabilidade que vejo é o de viver com verdade! No mais, é viagem do ego. O que pode haver também é o medo de deixar sua individualidade de lado ou de se entregar a ponto de se perder!
Mas isso não é a realidade do amor.
Um coração que se apaixona vive suas dúvidas e seus anseios. É assim quando se pisa em território desconhecido. O desbravar da misteriosa energia do outro que nos atrai, traz sempre um ar de suspense e medo.
O outro será sempre um tormento quando não estamos em paz em nosso coração. Quando desejamos o que queremos.
E quando esse pulsar não é correspondido o coração cansa de querer, de entender, de buscar compreender. Ele também entende quando tem de partir. Não é necessário odiar, apenas e simplesmente se retirar, mudar o foco, deixar de lado o que não pode ser resolvido, querido.
Ele pode provavelmente amar você. Pensar em você todo dia, mas não é isso que importa. O que importa é o que ele está fazendo sobre isso. E se não está fazendo nada, não há nada que você possa continuar fazendo.
Se retirar com elegância e amor (o próprio) é o melhor a se fazer.
Um coração que deseja também se deseja. E o caminho de volta é o melhor a se tomar. Pra si, pro lar.
Não há porque se lamentar. A solitude é bênção, é aconchego – é como voltar pra casa depois de uma tempestade e tomar um banho quente, colocar meias secas, tomar um chá quentinho com as pernas esticadas na poltrona de casa. É assim que devemos nos sentir sempre.
Um coração que ama também cansa, mas jamais de si. Muitas vezes é importante voltar, ficar e permanecer. Esperar a tempestade passar.
Não há melhor lugar que o seu lar.
Descanse. Só não desista de amar.
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